FRENESI E LUCIDEZ contos e contos eróticos... FRENESI E LUCIDEZ contos e contos

FRENESI E LUCIDEZ contos e contos


-28.9.04 - 3:07 PM-

Las Uvas - Emilia Castañeda
Desejo por Desejo


Ah, não há como evitar o inevitável...

Em um estado quase que de entorpecimento ela a desejava.
Quase que podia senti-la, entre o suave toque de seus dedos, e pressionando um pouco mais, o minar do saboroso néctar, o umedecer da suculenta fruta, que exalava o cheiro que já era conhecido por ela como um aroma de extremo prazer e delícia, que lhe proporcionava o entreabrir da boca aguada de saliva, e no peito o palpitar da ansiedade. Neste devaneio ela contornava os próprios lábios com língua insaciável já precipitando o sabor, e com o constante engolir da saliva tentava saciar o gosto que ela não tinha na boca, mas almejava ardentemente. Tamanha era sua gula, que não se importava como ela fosse, preferia sim, que fossem várias, mas o tamanho, o formato, ou de que cor, clara ou escura, eram questões meramente secundárias, contanto que ao menos a tivesse para si, entre seus lábios molhados e carnudos, mordiscada suavemente entre seus dentes para em êxtase, cada vez mais, extrair o saboroso e desejado sumo.

O que fazer com esse incontrolável desejo? Tão grande... Tão maior que ela mesma.
Rendeu-se. Tarde da noite, apesar do frio, do mesmo jeito que estava, descabelada, de camiseta, calça de agasalho surrada e havaianas, saiu às pressas de casa somente lembrando-se da bolsa. Subiu em seu carro e saiu à caça! Apesar de sozinha e com medo, foi em direção ao mercado municipal onde também havia sempre prostitutas e todo tipo de vadiagem num ambiente grotesco de completa decadência, mas não se deteve, foi em frente; obteve para si e deliciou-se com todas as espécies uvas que encontrou.

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-15.9.04 - 9:38 AM-

Anna, a última bruxa


Entre a miséria, as pestes e a inquisitória repressão religiosa, Anna, com suas faces róseas e sua primorosa boca que Renoir pintaria somente dois séculos depois, florescia em sua mocidade despertando a cobiça dos homens, e dentre eles, o sacerdote da Igreja do gélido povoado de Wasterkingen da Suíça. E foi num dia após o culto religioso que ela fora convidada a permanecer na Igreja com o pretexto de auxiliar na limpeza do sacro altar. Altar este, cenário da barbárie que lhe foi feita, onde pega por traz teve sua boca amordaçada quando sentiu o fungar quente e mal cheiroso em sua nuca, e em sua pele macia de pêssego, os dentes afiados e o roçar da barba mal feita do Monsenhor, enquanto suas saias eram levantadas e rasgadas desvendando suas alvas e sedosas pernas fortes de camponesa esculpidas do trabalho nos Alpes. Sentiu em suas ancas as unhas sujas serem cravadas na carne. E entre suas volumosas nádegas tenras a introdução brutal que a fez quase desfalecer em transe e dor. Quando virada de frente, pode ver o homem com o olhar satânico, o animal que tanto fedia com o suor escorrendo na testa, ávido por devorá-la, morder-lhe até sangrar os seios; que pela pouca idade ainda não haviam acabado de crescer. E ele debruçou sobre seu delicado corpo mais de uma centena de quilos gordurosos fazendo-a perder o fôlego deflorando seu sexo até então imaculado. E sobre a luxuosa mesa gelada de mármore carrara do altar, junto ao ouro dos castiçais e do Santo Graal, às hóstias e sob aquele teto de pinturas celestiais e estátuas de Santos martirizados, ela aguardou submissa, até o estrebuchar saciado da besta.
Fugiu como uma louca! aos prantos, escorrendo pelas pernas, toda descabelada, de carne e roupa rasgada! Não ia contar a ninguém sua vergonha, mas o sacerdote temendo sua denúncia gritou na porta da igreja: "Bruxa! Peguem a bruxa!" Foi pega pelos moradores que confirmaram seu estado de bruxa. A família interferiu, denunciou o Monsenhor, mas também foi arrolada na farsa.
Levados a Zurique e encarcerados no presídio de Wellenberg, foi a julgamento pela Igreja que para comprovar de suas práticas satânicas despiram-na frente aos jurados mostrando as marcas em seu corpo. As marcas de quem havia se deitado com o demônio!

Ficção feita a partir do texto extraído daqui e daqui
A última bruxa executada

Em 15 de setembro de 1701, o cantão de Zurique, no norte da Suíça, executou pela última vez uma pessoa por bruxaria, Anna Rutschmann. Depois de um julgamento por bruxaria, foram executados oito pessoas, um homem e sete mulheres, a ultima, Anna Rutschmann.
A causa desta execução em 1701 foi uma denúncia de bruxaria, apresentada por 32 moradores do povoado. Os acusados foram levados a Zurique, entregues à Igreja e encarcerados no presídio de Wellenberg, onde foram torturados até que se declararam culpados.
Consta que Anna foi a ultima bruxa, mas a Igreja continuou queimando hereges por quase 100 anos após o fato.
Pode parecer arcaico, mas a caça as bruxas continuou com a conivência da Igreja com a escravidão dos negros, da conivência do Papa Pio XII com os nazistas anti-semitas, com o preconceito contra os separados, divorciados, homossexuais e etc.
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-3.9.04 - 4:32 PM-

Manual de Instrução

...com um demorado beijo deixar os lábios encostados no cabresto e senti-lo pulsar vivo
- como se tivesse vida própria.
Cabresto - o nome já sugere um animal, mas também indica a possibilidade de doma.
E descer por toda extensão que cada vez mais aumenta até alcançar embaixo,
e abocanhar um grão de cada vez,
e ainda com os lábios colados com sucção subir novamente,
e contorna-lo todo com a língua,
e sentir a glande latejar,
e crescer e latejar entre os lábios,
e se acomodar no céu da boca,
e roçar exalando cheiro e sabor,
e ter espasmos intermitentes cada vez mais contínuos
enquanto as bolas na mão se retraem de excitação
prenunciando o prazer em jatos.
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