Encontro Furtivo
- Você é melhor que nas fotos – mentiu ele para agradar, enquanto furtava um beijinho nos lábios.
- Obrigada – disse ela esquivando-se da língua atrevida.
- Nossa! como você é alta – encima do salto era maior que ele - hum, mulher de sobra... – enquanto cafungava no cangote, o dedo médio embrenhava-se por trás da calça jeans.
- Você é apressadinho. – virou-se de costas, agora livre de beijo indesejado.
E ele por trás colado ao corpo dela feito cachorrinho tarado, em seguida se sentou na cama - Oh! Delícia de cofrinho de Vênus de Milo, portal dos grandes tesouros tesudos!
- Estou sem calcinha - e requebrando devagarinho começou a baixar as calças.
- E isso é jeito de sair andando por aí?, safada. – de resposta teve o enorme traseiro nu sentado em seu colo. De extasiado gostou até das estrias, achou decorativo o listrado em tom mais escuro dos culotes – ai que me acabo antes de começar – conseguiu conter-se pra aproveitar mais.
- Quer que eu me lave pra tirar o perfume?
- É melhor, querida.
E ela voltou decidida a trabalhar, recostou-o à cabeceira da cama, beijinho no mamilo peludo, escorregou pela barriga sobressalente até o umbigo, e mais abaixo abocanhou. Lambia, cuspia e lambia volta, a mãozinha deslizava em cadenciado vai-vem, entre as pernas desceu o dedinho atrevido, e ele pulou assustado:
- Não meche aí não!, moça, eu sou homem macho, até pai de família eu sou!
- Tem medo de mim? benzinho – abocanhou-o inteiro e insistiu com o dedo que agora ganhou espaço. Ah!, vai-se o homem macho pai de família, que dá lugar ao puto.
Agora a vez dele, primeiro montou pela frente, depois por trás, e pela frente e por trás... só no deleite da demora do prazer insaciável.
- Nossa, assim não agüento! – mentirosa, agüenta de sobra - você tomou Viagra?
- Eu não! Por que pergunta? – jamais admitir que toda essa força seja da mísera pílula azul losangolar. Mas o coração ainda é de tiozinho, ofengante, com fisgadinha no peito, saiu pra lavar o rosto e descansar um pouquinho. No espelho estranhou a cara de grande canalha, mas logo depois se admirou orgulhoso como grande comedor.
Quando voltou ela já o esperava de bruços na cama.
- Essa marquinha roxa na coxa é de nascença?
- Não. É mordida do meu noivo.
Catou-a por trás. Ela se empinou.
- Ele. sabe. que. você...... – ele disse com as palavras entrecortadas pelo balanço.
- Sabe. nada, vamos. casar. em dezembro. - respondeu ela no mesmo ritmo.
A resposta foi como injetar estriquinina na veia. Ah! a tara da traição, do pecado da cobiça, de traçar a mulher do próximo! O instinto de sobrepor a semeatura própria a semeatura de outro macho! Enlouqueceu só de pensar:
- Ai! delícia devorar noivinha alheia! – e ele logo se estrebuchou em gozo.
Enquanto ela persistia em falar:
- Estamos juntando dinheiro. Enxoval quase todo comprado, ainda falta o vestido, todo branco, três metros de cauda...
Mas pra ele agora o assunto era ladainha de cadela.
- Um pouco de pressa, – ele disse já colocando as calças olhou o relógio – tenho reunião às seis horas, ai!, já estou atrasado! – sacou a nota de $100 do bolso.
- A igreja já até reservamos, a mesma da minha primeira comunhão, vamos fazer uma festa num buffet super chique, – ela continuava divagando sem parar..., enquanto ele liquefazia-se, e vazava pela porta afora.
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